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Atrasos em obras federais tornam o transporte de cargas mais caro em Santa Catarina

Para um Estado que exporta o equivalente a US$ 5,6 bilhões ao ano, tem o sexto maior PIB e responde por quase 20% do movimento de contêineres no país, a infraestrutura de transporte e logística deixa a desejar em Santa Catarina. As agroindústrias da região Oeste dependem do milho que vem do Centro-oeste, e não há ferrovias que tragam esse insumo a um custo razoável. Potências como a Aurora e a Seara enfrentam a pista simples e sinuosa, as travessias urbanas e as deficiências de manutenção da BR-282 para tirar a produção da região e encaminhá-la aos portos e centros consumidores. E parques industriais do Vale do Itajaí e do Norte do Estado sofrem com as pistas não duplicadas e irregulares das BRs 470 e 280, respectivamente.

Em Santa Catarina, de cada real gasto para produzir, exportar e importar, 14 centavos equivalem ao custo logístico – basicamente com o transporte rodoviário. A média brasileira é de 12 centavos, também elevada, porque nos países mais industrializados esse custo oscila entre seis e oito centavos. “Do Oeste a Itajaí, são duas horas e meia a mais na estrada, pois os caminhões andam menos”, diz o presidente da Fetransesc (Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado), Ari Rabaioli. Ele cita o projeto de duplicação do trecho da BR-470 entre Navegantes e Indaial, que enfrenta óbices com desapropriações e adequações de capacidade e expõe os motoristas a riscos de acidentes, maior desgaste dos veículos e perda de tempo com filas e lentidão nos trechos mais movimentados.

Consultor do Labtrans (Laboratório de Transportes e Logística da UFSC), o professor universitário aposentado Silvio dos Santos lembra que a duplicação da BR-480 vem sendo projetada desde 2001, quando foi feito o primeiro grande estudo com este objetivo. E também dos palanques nos quais ex-presidentes da República subiram para anunciar o início da duplicação da BR-470, há pelo menos 15 anos. Apesar dos atrasos, ele é contra concessões de rodovias e a criação de parcerias público-privadas para construir ferrovias. “O governo federal é quem tem que fazer, porque o investimento não se paga com o frete e sim de forma indireta, por meio da redução da poluição e dos acidentes”, afirma.

Desníveis em pista movimentada

Andar pela BR-470, no Vale do Itajaí, é uma loteria, seja para caminhões carregados, seja para veículos leves. Entre Gaspar e Navegantes, desníveis provocados por problemas na execução da obra ou pelo sobrepeso das carretas resultam em solavancos e “mergulhos” que podem desestabilizar carros de todos os tipos e tamanhos. O acostamento é irregular e há muitos remendos na pista. Caminhões pesados carregando grãos e contêineres comprometem ainda mais a qualidade da estrada.

Na altura de Ilhota, algumas máquinas indicam que a duplicação está em curso, mas o trecho em obras é ínfimo considerando a extensão da rodovia, que segue até Campos Novos e depois muda de direção, rumo ao Rio Grande do Sul. “Na 470, a terraplanagem feita foi perdida”, diz o secretário executivo da Câmara de Transportes e Logística da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), Egídio Antônio Martorano, falando do atraso nas obras.

Levantamento da Fiesc indica que nos últimos anos a União conseguiu concluir apenas algumas pontes (Laguna, rio Tubarão), travessias urbanas (Laguna, Lages, Xanxerê), viadutos (Catanduvas, acesso a Schroeder), acessos a cidades (Ilhota, São Miguel do Oeste) e a quarta faixa no Morro dos Cavalos (BR-101, em Palhoça). Os prazos já expiraram para outras nove obras, incluindo os lotes 3 e 4 da BR-470, em Blumenau, e a recuperação da BR-280 entre São Francisco do Sul e o entroncamento da BR-101.

No item “andamento comprometido” se enquadram, entre outros, os trechos da BR-163 entre São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira e da BR-280 entre Corupá e a BR-101. Segundo a ferramenta Monitora Fiesc, apenas 30% das obras do PAC (Programação de Aceleração do Crescimento), do governo federal, foram executadas no Estado, sendo que 90% equivaliam à duplicação da BR-101 sul no período em que ela foi concluída.

Fatores de atraso das obras

Recursos financeiros 27,85%

Projetos e estudos 17,72%

Licenciamento ambiental 10,13%

Licitação 8,86%

Desapropriações 7,59%

Outros (termos aditivos de prazo, sítio indígena, documentação, ritmo lento, embargo do TCU)

Fonte: Monitora Fiesc

Fonte: Notícias do Dia

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