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Guarujá quer providências por fim de acidentes no Porto de Santos

10-05-2018

A Prefeitura de Guarujá fará um manifesto pedindo providências para evitar novos acidentes com balsas no Porto de Santos e ainda pedirá a substituição das embarcações avariadas à seguradora do navio Santos Express. A ideia minimizar os impactos das filas nos locais próximos à travessia, por onde passam, diariamente, de cerca de 23 mil veículos.

Na noite de domingo (6), o Santos Express fazia a manobra de entrada no cais santista quando colidiu em três balsas. Ninguém se feriu, mas duas embarcações estão foram de operação para os reparos que ainda não têm data para serem concluídos.

Com isso, o temor é de que as filas, principalmente do lado de Guarujá, sejam intensificadas, colocando em risco a segurança dos motoristas que aguardam cerca de 40 minutos para fazer a travessia. De acordo com as autoridades municipais, durante os finais de semana e feriados, a situação tende a se agravar.

“Tivemos um acidente que poderia ter sido de proporções maiores, com danos, inclusive, à vida humana. O questionamento é: a seguradora, a empresa que gerencia esse navio, que causou esse dano, deveriam, na nossa visão que disponibilizar uma solução de imediato para minimizar o dano da travessia”, destacou o prefeito de Guarujá Válter Suman, durante uma reunião, na manhã desta terça-feira (8), no Paço Municipal.

Além da FB-28 e FB-19, que estão inoperantes, a FB-18 (foto) foi atingida, mas continua a operar (Carlos Nogueira/AT).

Além da equipe da Prefeitura, representantes das polícias civil e militar, do Corpo de Bombeiros, da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) participaram da reunião, assim como a Defesa Civil de Santos e Guarujá.

No encontro, foram definidos os pedidos do manifesto encabeçado pela Prefeitura. Entre eles, está a implantação de um centro de monitoramento da qualidade do mar, da terra e do ar.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Guarujá, Sidnei Aranha, o plano é compartilhar informações com diversas autoridades da região. Ainda não há uma forma de viabilizar a medida, mas uma possibilidade é criar o centro através das compensações ambientais previstas em Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) que estão sendo elaborados entre o Ministério Público e duas empresas que foram cenário de acidentes do cais santista, a Localfrio, que fica em Guarujá, e a Ultracargo, na Alemoa, em Santos.

Além da troca de informações, as autoridades pedem, também, que as cidades da região sejam envolvidas ou, pelo menos, informadas sobre o andamento das apurações dos acidentes no Porto de Santos.

“Estamos tendo sucessivos pequenos acidentes na área portuária. A soma disso dá um grande acidente. O meio ambiente vai acumulando isso. Temos grandes problemas e não podemos deixar acumular. Alguns, são de interpretação. Por exemplo: há 60 dias, tivemos um vazamento de óleo em um navio. Na ocasião, a Codesp avisou que eram 80 litros de óleo. Depois, o Ibama informou que passou de 18 mil litros. Essas informações e a fiscalização precisam ser compartilhadas entre todos aqueles que vivem e experimentam esse impacto”, destacou o secretário.

Prevenção

O quarto pedido gira em torno da criação de um grupo para elaboração de Plano de Prevenção de Acidentes, principalmente em razão do grande trânsito de navios, balsas e pequenas embarcações no canal de navegação do Porto de Santos e no entorno.

“É importante uma participação maior dos municípios portuários na discussão do Conselho de Autoridade Portuária, uma central de monitoramento. Em Guarujá, o nosso porto frequentemente e lamentavelmente vem sofrendo incidentes, acidentes que colocam de sobressalto toda as cidades”, afirmou o prefeito.

Já o vice-prefeito de Santos, Sandoval Soares, destacou a necessidade de descentralização da gestão no Porto de Santos. “Temos que utilizar essa discussão para um avanço político: estudar, ir até Brasília, reunir um grande corpo político para discutirmos a descentralização do poder. Não podemos ter, pela imprensa, a notícia de que houve desvio do navio por conta do calado”.

No entanto, a solução de todo o problema passa pela definição e construção de uma ligação seca entre Santos e Guarujá. “Há mais de 70 anos se discute a necessidade e não se viabiliza. O momento econômico é impróprio, mas nós temos que viabilizar como diz o nosso governador Márcio França, pelo menos, a parte jurídica, o corpo que vai propiciar estudos e a viabilização”.

Fonte: A Tribuna via Portos e Navios / Foto: CODESP

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