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Porto de Santos deve levar 10 dias para voltar ao normal

30-05-2018

Os bloqueios nos acessos rodoviários ao Porto de Santos, por conta da greve dos caminhoneiros, chegaram ao décimo dia. Ainda não há perspectiva de liberação das vias, mas os usuários do cais santista estimam que serão necessários cerca de 10 dias, a partir do fim do movimento, para que os impactos da paralisação sejam minimizados e a logística comece a voltar ao normal no maior complexo marítimo do País. 

Desde a segunda-feira da semana passada (21), não chegam cargas de exportação ao Porto de Santos. Enquanto isso, as mercadorias de importação estão represadas nos terminais devido aos bloqueios nas duas margens do complexo. Os prejuízos superam a marca de R$ 375 milhões no setor da navegação.

Em Santos, nesta terça-feira (29), um grupo de cerca de 40 caminhoneiros se concentrava na Alemoa, em esquema de revezamento, enquanto outros dez protestavam na Praça da Fome, no Valongo. Já em Vicente de Carvalho, em Guarujá, os bloqueios aconteceram na Rua Idalino Pinez, conhecida como a Rua do Adubo, onde 35 trabalhadores protestam diariamente.

Como resultado do represamento das cargas, pátios de terminais de contêineres estão lotados e navios partem do Porto com carregamentos incompletos. A expectativa é de que, ao final do movimento, o que ainda não tem data para acontecer, as armadoras iniciem uma verdadeira corrida para minimizar esses prejuízos.

Atualmente, os comandantes de embarcações que têm escalas previstas no Porto de Santos estão revendo todo o planejamento. Os oficiais preferem optar por adiar as operações no cais santista para fugir dos problemas encontrados por aqui.

Foi o que aconteceu com um navio que partiu do Porto de Zárate, na Argentina, e seguiu para o Rio de Janeiro, para depois retornar ao cais santista. Esta inversão de rotação eleva os custos para o navio, pois o consumo de combustível será maior, já que ele estava próximo ao Porto de Santos. 

Segundo os usuários do cais santista, a situação é de caos logístico e navios já estão recorrendo a outros complexos marítimos para garantir, pelo menos, itens indispensáveis para o consumo de bordo. Água mineral, alimentos frescos e itens de primeira necessidade não estão sendo embarcados desde a semana passada. 

“A volta à normalidade ainda provocará um delay para regularizar toda essa situação, já que devemos pensar no congestionamento que haverá para a retirada dos contêineres dos Depois (instalações especializadas na movimentação de contêineres vazios), para estufagem e depósito nos terminais, além do fechamento das cargas quando todos os clientes terão pressa em embarcar os seus lotes, o que é uma atitude normal”, destacou o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque.

A situação tende a se agravar com a intensificação da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que prometem não conferir e nem liberar mercadorias até a próxima terça-feira.

“Caso o desembaraço das cargas de importação não ocorra com a celeridade necessária e esperada, os contêineres de exportação serão atingidos por falta de espaço, o que interferirá na logística e na movimentação dos terminais. Além disso, fará com que os navios de longo curso também acabem fundeando nos portos para aguardar a carga e espaços nos terminais”, explicou o executivo do Sindamar. 

Segundo Roque, todos esses custos excedentes serão repassados ao consumidor, nas prateleiras das lojas. Há ainda outro fator que entrará nessa conta: a sobretaxa do óleo bunker (combustível naval) cobrada por todas as armadoras.

“A incorporação dessa taxa, devido ao custo elevado do barril de petróleo, encarecerá os produtos finais com custos sendo repassados ao consumidor final e contribuindo para o aumento da inflação.   Os prejuízos são incalculáveis e, se o governo não conseguir estancar essas greves e protestos, a imagem do País ficará mais desgastada com o mercado internacional”, destacou o diretor do Sindamar. 

Fonte: A Tribuna

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