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BC mantém em 2,6% estimativa de alta do PIB em 2018 e vê inflação em 3,8%

29-03-2018

O Banco Central manteve nesta quinta-feira (29) sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano em 2,6%. A informação consta no relatório de inflação do primeiro trimestre deste ano.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

De acordo com o BC, a economia segue operando com "elevado nível de ociosidade" dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego.

"Destaque-se, entretanto, que a retomada da economia tem se traduzido em redução gradual dessa ociosidade. Particularmente no mercado de trabalho, a taxa de desemprego tem seguido a tendência de queda, refletindo crescimento do emprego em ritmo ligeiramente superior à expansão da força de trabalho", acrescentou a instituição.

No ano passado, depois de dois anos de tombo, a economia brasileira saiu da recessão e registrou uma expansão de 1%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para este ano, o mercado, de acordo com pesquisa realizada pelo BC na semana passada com mais de 100 instituições financeiras, estima um crescimento médio da ordem de 2,89% para o PIB.

Já o governo brasileiro, na revisão do orçamento de 2018 feita na semana passada, estimou uma alta de 2,97% para o PIB neste ano.

Inflação

O Banco Central também reafirmou sua estimativa de que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deverá somar 3,8% neste ano e 4,1% em 2019.

As previsões, que consideram a trajetória estimada pelo mercado financeiro para a taxa de juros e de câmbio neste ano e no próximo, já haviam sido divulgadas anteriormente no comunicado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em 21 de março, e novamente na ata da reunião, na última terça-feira (27).

No relatório de inflação anterior, divulgado em dezembro do ano passado, a instituição projetava um IPCA maior para este ano e para 2019, com base no cenário de mercado (juros e câmbio estimados pelos analistas dos bancos), de 4,2% para os dois anos.

O BC projetou ainda, com base no cenário que considera as estimativas do mercado para taxa de juros e câmbio, que o IPCA vai somar 4% em 2020 - em linha com a meta central de inflação fixada para este ano.

"A inflação tem sido baixa, medida não somente pelo IPCA, mas também por diferentes medidas de inflação subjacente. Esses níveis correntes de inflação contribuem, por meio de mecanismos inerciais, para níveis de inflação mais baixos no futuro", avaliou o BC, por meio do relatório de inflação.

Considerando todas as previsões do BC para a inflação, com diferentes cenários para juros e câmbio, as estimativas para 2018 situam-se entre 3,6% e 3,8%. Em dezembro do ano passado, estavam entre 4% e 4,2%. Para 2019, as estimativas do BC, que estavam entre 4% e 4,4%, passaram para um intervalo entre 3,9% e 4,2%.

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%. Para 2019, é de 4,25%. O sistema, porém, prevê uma margem de tolerância, para cima e para baixo. Isso significa que a meta não seria descumprida pelo Banco Central caso a inflação neste ano ficasse entre 2,5% e 6,5%.

Definição da taxa de juros

As estimativas do BC para o Produto Interno Bruto e para a inflação ajudam a instituição na definição da taxa básica de juros, atualmente na mínima histórica de 6,5% ao ano.

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento das metas de inflação, fixadas todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O BC repetiu a indicação de que, para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa Selic, em maio, deve promover uma "flexibilização monetária moderada adicional" (corte de juros). A expectativa é de que a instituição promova uma nova redução de 0,25 ponto percentual, para 6,25% ao ano.

Além disso, o Banco Central avaliou novamente que, para a reunião seguinte do Copom, em junho deste ano, deverá se mostrar "adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária", ou seja, de redução da taxa básica da economia.

Fonte: G1

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