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Plano Mestre: capacidade do Porto de Santos terá que ser ampliada

Plano Mestre: capacidade do Porto de Santos terá que ser ampliada
26/02/2018

No Porto de Santos, as operações com contêineres, celulose e granéis líquidos, que incluem produtos químicos e combustíveis, poderão enfrentar gargalos nos próximos anos. Tudo por conta da capacidade de atendimento à demanda que está prevista. Em alguns casos, o problema será evidente já em 2020.

Segundo o estudo preliminar do Plano Mestre do Porto de Santos, as operações com contêineres crescerão 4,27% entre 2017 e 2021. Dos 3,85 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) totalizados no ano passado, o volume passará a 4,42 milhões de TEU em 2021 e 4,85 milhões de TEU, em 2025. A capacidade atual do cais santista atenderá a demanda até 2045.

Segundo o responsável técnico do Plano Mestre na Labtrans, Tiago Buss, Santos tende a continuar como o maior porto de contêineres do Brasil. A localização privilegiada do cais santista e a oferta de capacidade são os pontos favoráveis ao aumento da demanda da movimentação de caixas metálicas. Além disso, as previsões de crescimento econômico do País e do mundo forçam ainda mais a projeção.

O maior crescimento projetado no Porto é para a celulose. O incremento poderá chegar a 20% graças à expansão de fábricas em Mato Grosso do Sul e São Paulo. No entanto, o cais santista sofrerá com déficit de capacidade a partir de 2020. As projeções indicam que, em 2021, o volume operado no cais santista será de 6,69 milhões de toneladas. Já em 2025, serão 6,9 milhões de toneladas de celulose.

Entre os granéis vegetais, a projeção indica que o Brasil tende a se manter como exportador de commodities. Segundo o estudo, mesmo com a concorrência de terminais do localizados na região Norte, Santos continuará como o grande exportador da produção do Centro– Oeste. Com isso, a expectativa é de que, em 2021, 41,9 milhões de toneladas sejam operadas no Porto de Santos. Já em 2025, o volume movimentado no cais santista seja de 46,9 milhões de toneladas.

Este volume será possível graças aos investimentos em terminais especializados. A localização próxima à zona produtora e a grande demanda internacional farão com que o Porto movimente 20,4 milhões de toneladas de açúcar em 2021. Já em 2025, o volume operado será de 21,6 milhões de toneladas da commodity.

Produtos químicos e combustíveis atingirão a marca de 13,1 milhões de toneladas movimentadas em 2021. Quatro anos depois, o volume será de 14 milhões de toneladas. Conforme o estudo, haverá déficit de capacidade a partir de 2020 para estas cargas. O problema é ainda mais preocupante com as recentes mudanças na estrutura do mercado e as perspectivas de crescimento ao longo do horizonte planejado. Com a retomada do crescimento econômico, a movimentação de carga geral deve crescer rapidamente no curto prazo. A projeção indica a movimentação de 1 milhão de toneladas de mercadorias em 2025. Neste volume estão movimentações previstas de cabotagem e de importação.

Passageiros

O volume de passageiros de cruzeiros deve crescer nos próximos anos. Com isso, o número e escalas no Porto, também. Das 88 do ano passado, o número saltará para 156, em 2021, e 174, em 2025.

Fonte: A Tribuna