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Logística no Brasil depende de hidrovias para se consolidar

Logística no Brasil depende de hidrovias para se consolidar
14/10/2014

Apesar de o Brasil possuir mais de 40 mil quilômetros navegáveis, apenas 12,5% de todo o transporte de cargas é feito por hidrovias. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que o país movimentou cerca de 78,6 milhões de toneladas via navegação interna em 2013, o que representou uma queda de 2,84% em relação a 2012.

O Ministério dos Transportes divulgou ano passado o Plano Hidroviário Estratégico, prevendo a ampliação do transporte por hidrovias em mais de três mil quilômetros, como uma forma de incentivo à maior utilização das águas como meio de transporte. Serão investidos aproximadamente R$17 bilhões até 2024. Para o especialista em hidrovias e doutor em navegação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maurício Cruzes, “o uso de hidrovias é a solução mais sustentável e eficaz para o País hoje. O custo para investir no modal é a metade do valor despendido em uma ferrovia, e tem um benefício ecológico enorme”.

No momento, o caso que mais chama a atenção de empresários e políticos é o da hidrovia Tietê-Paraná, que interliga os estados o Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Com extensão de 1,6 mil quilômetros navegáveis, é um dos complexos mais importantes para o escoamento da produção de açúcar e álcool. Tanto o governo federal quanto o do Estado de São Paulo firmaram acordos para o repasse de R$134 milhões para projetos de melhorias na hidrovia, para dobrar a capacidade de carga, que está em seis milhões de toneladas.

Entre as vantagens das hidrovias, está a redução da emissão de CO2, maior segurança para a carga e menos congestionamento.

Leia mais no DCI, em http://bit.ly/1xPwVqw.